Cáceres, 11 de junho de 2026 - 15:28

Investigador da Polícia Civil é afastado após ser filmado torturando preso em delegacia de Pontes e Lacerda

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 Policial perdeu a arma e virou alvo de busca e apreensão após tortura

 Um investigador da Polícia Civil lotado em Pontes e Lacerda (a 444 km de Cuiabá), em Mato Grosso, foi afastado de suas atividades após ser filmado torturando um preso dentro da Delegacia de Polícia do município.

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 Ele foi alvo de mandados de busca e apreensão em sua residência, teve a arma de fogo recolhida e está proibido de acessar unidades da Polícia Civil e de manter contato com policiais civis e testemunhas relacionadas aos fatos.

 De acordo com a Polícia Civil, os mandados judiciais contra o policial foram deferidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, após representação da própria instituição e parecer favorável do Ministério Público. As ordens foram cumpridas nesta semana.

 

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Policial foi filmado torturando preso dentro da Delegacia de Pontes e Lacerda

 As investigações, coordenadas pela Delegacia Regional de Pontes e Lacerda, com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, revelaram que a tortura praticada pelo investigador teria ocorrido no dia 31 de janeiro de 2026 contra uma vítima ainda não identificada. A ação foi registrada por câmeras de segurança.

 O histórico do policial inclui outros episódios, como um disparo acidental contra si próprio, em 2017, a perda de uma arma pertencente à Polícia Civil, em 2023, e o furto de uma motocicleta da instituição que estava sob sua posse, em janeiro de 2026.

 Há suspeita, ainda, de que o policial investigado estaria recebendo informações internas sobre as apurações instauradas em seu desfavor.

 Diante disso, a Justiça deferiu os mandados de busca e apreensão na residência do investigador e autorizou o acesso e a extração de dados de aparelhos eletrônicos apreendidos.

 Conforme informado pela Polícia Civil, a investigação prossegue com o objetivo de identificar e localizar a vítima da suposta tortura, esclarecer todas as circunstâncias dos fatos, apurar eventual participação de outras pessoas e verificar a existência de possíveis crimes conexos relacionados ao vazamento de informações sigilosas e à interferência nas apurações.

 Fonte: ReporterMT

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