Cáceres, 6 de setembro de 2026 - 14:46

Fraude no INSS: como descobrir se você teve valores descontados e o que fazer; passo a passo

Fraude no INSS como descobrir se você teve valores descontados e o que fazer; passo a passo

 Operação da PF e CGU mirou suposto esquema de cobrança de mensalidades irregulares de aposentados e pensionistas. Desvios teriam ocorrido entre 2019 e 2024 e chegariam a R$ 6,3 bilhões, segundo estimativas.

 Uma operação realizada nesta quarta-feira (23) pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) mirou um esquema bilionário de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que teria desviado recursos de aposentados e pensionistas ao longo de anos.

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<p> Segundo as investigações, os suspeitos cobravam mensalidades irregulares, descontadas dos benefícios de aposentados e pensionistas, sem a autorização deles. Os desvios ocorreram entre 2019 e 2024 e podem chegar a R$ 6,3 bilhões, conforme as estimativas.</p>
<p> No suposto esquema, associações ofereciam serviços sem ter estrutura, como desconto em academias e planos de saúde, e falsificavam as assinaturas dos beneficiários do INSS, afirmou o ministro da CGU, Vinícius Carvalho.</p>
<p> Ele explicou que entrevistou uma amostra de 1.300 aposentados e pensionistas, e 97% afirmaram nunca terem autorizado descontos em seus benefícios.</p>
<p> <em><strong>“A maioria dessas pessoas não tinha autorizado esses descontos, que eram em sua maioria fraudados, em função de falsificação de assinaturas”</strong></em>, disse o ministro da CGU.</p>
<p> Mas como descobrir se você teve descontos indevidos? E o que fazer? Veja abaixo o passo a passo.</p>
<h2>Como saber se tive valores descontados?</h2>
<p> Para descobrir se houve descontos indevidos, o aposentado ou pensionista deve consultar o extrato do INSS. No documento, estão todas as retiradas, tanto de crédito consignado como de mensalidades associativas.</p>
<p><strong>Veja o passo a passo:</strong></p>
<ul>
<li>Acesse o app ou site Meu INSS</li>
<li>Faça login com CPF e senha do Gov.br</li>
<li>Clique em “Extrato de benefício”</li>
<li>Em seguida, clique sobre o número do benefício</li>
<li>Na próxima tela, irá aparecer o extrato</li>
<li>Basta, então, verificar descontos de mensalidades associativas</li>
</ul>
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<h2>Como excluir cobrança indevida?</h2>
<p> O aposentado ou pensionista que não reconhecer um desconto em seu benefício pode requerer o serviço “excluir mensalidade associativa” pelo aplicativo, no site do Meu INSS ou pela central 135.</p>
<p><strong>Confira o passo a passo para excluir a cobrança:</strong></p>
<ul>
<li>Entre no app “Meu INSS”</li>
<li>Faça login com CPF e senha do Gov.br</li>
<li>Clique no botão “novo pedido”</li>
<li>Digite “excluir mensalidade”</li>
<li>Clique no nome do serviço/benefício</li>
<li>Leia o texto que aparece na tela e avance seguindo as instruções</li>
</ul>
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<p> Para bloquear o benefício para as associações, para que elas não consigam realizar os descontos de mensalidade, é preciso seguir as orientações abaixo:</p>
<ul>
<li>Entre no Meu INSS</li>
<li>Faça login com CPF e senha do Gov.br</li>
<li>No campo de pesquisa da página inicial , digite “solicitar bloqueio ou desbloqueio de mensalidade”</li>
<li>Na lista, clique no nome do serviço/benefício</li>
<li>Leia o texto que aparece na tela e avance seguindo as instruções</li>
</ul>
<p> O beneficiário ainda tem a opção de entrar em contato com a associação para registrar uma reclamação e solicitar o estorno das contribuições realizadas de forma indevida.</p>
<p> Para o ressarcimento, o aposentado ou pensionista pode ligar para o telefone 0800 da entidade, cujo número aparece no holerite.</p>
<p> Além disso, o segurado pode enviar e-mail para acordo.mensalidade@inss.gov.br, informando o ocorrido.</p>
<p> O INSS irá entrar em contato com a entidade autora do desconto em folha, solicitando os documentos que autorizaram o desconto ou a devolução dos valores.</p>
<p> Reclamações e denúncias sobre descontos não autorizados de associações ou entidades podem ser registradas diretamente no Portal Consumidor.Gov e na Ouvidoria do INSS, através da Plataforma Fala BR.</p>
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<h2>Como funcionava o esquema?</h2>
<p>  Segundo as investigações, o esquema consistia em descontar de aposentados e pensionistas do INSS valores mensais, como se eles tivessem se tornado membros de associações de aposentados, quando, na verdade, não haviam se associado nem autorizado os descontos.</p>
<p> Segundo o ministro da CGU, Vinícius de Carvalho, as associações envolvidas no esquema diziam prestar serviços como assistência jurídica para aposentados e ofereciam descontos em mensalidades de academias e planos de saúde, por exemplo, mas não tinham estrutura.</p>
<p> Os descontos indevidos nas pensões e aposentadorias pagas pelo INSS podem chegar a R$ 6,3 bilhões, de acordo com os investigadores.</p>
<p> Ao todo, 11 entidades foram alvos de medidas judiciais. Os contratos de aposentados e pensionistas com essas entidades foram suspensos, segundo o ministro da CGU.</p>
<p> Com a operação, o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, foi demitido nesta quarta-feira (23). O nome do substituto ainda não foi anunciado.</p>
<h2>Quando começou a investigação?</h2>
<p> A investigação começou em 2023 na CGU, no âmbito administrativo. Em 2024, após a CGU encontrar indícios de crimes, a Polícia Federal foi acionada.</p>
<p> Segundo o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, a PF abriu 12 inquéritos para investigar as fraudes.</p>
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<p> A CGU entrevistou uma amostra de 1.273 aposentados e pensionistas. A maioria — 97% dessa amostra — afirmou nunca ter autorizado descontos em seus benefícios.</p>
<p><strong><em> “O que apuramos é que a maioria dessas pessoas não tinha autorizado esses descontos, que eram em sua maioria fraudados, em função de falsificação de assinaturas e de uma série de artifícios para simular essa que não era uma vontade real dessas pessoas”,</em> </strong>disse Carvalho.</p>
<p>Segundo ele, além de ter havido falsificações de assinaturas, em 72% dos casos as entidades não tinham entregue ao INSS a documentação necessária para fazer os descontos diretamente nos benefícios.</p>
<h2>Cinco pessoas foram presas</h2>
<p> A operação desta quarta, autorizada pela Justiça Federal, ocorreu em 13 estados e no Distrito Federal, com 211 buscas e apreensões em 34 municípios.</p>
<p> De acordo com o ministro Ricardo Lewandowski, foram apreendidos pela PF carros de luxo, joias, obras de arte e dinheiro vivo.</p>
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<p> Também foram determinadas as prisões provisórias de seis pessoas.</p>
<p> Cinco já foram presas e uma estava foragida até a última atualização desta reportagem. Os investigados são de organizações associativas de Sergipe.</p>
<p> Além disso, a Justiça afastou cautelarmente de suas funções seis agentes públicos, que ainda não tiveram seus papéis no esquema divulgados pelos investigadores.</p>
<p><strong> Fonte: G1</strong></p>
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