Cáceres, 23 de abril de 2026 - 11:58

Princesa do CV ajudou matar jovem que fez sinal de ‘3’ em foto em Cáceres

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 A “Princesa”, Líder do Comando Vermelho que está presa e foi alvo da Operação Coroa Quebrada, nesta terça-feira (7), é Amanda Kess Aguilhera Pereira. Ela tem várias passagens criminais, entre elas, o envolvimento no assassinato de Gabriela da Silva Pereira, 16, em setembro de 2024, em Cáceres (225 km ao oeste de Cuiabá). Na operação, 4 pessoas foram presas.

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 Conforme consta no inquérito do assassinato, Amanda e outro suspeito teriam abordado Gabriela e uma amiga, convencendo-as a ir até a casa de um rapaz. No local, as vítimas tiveram mãos e pés amarrados e foram interrogadas, por meio de chamada telefônica em grupo com um terceiro suspeito, identificado pelo apelido “Itashi”, sobre possível ligação com a facção rival Primeiro Comando da Capital (PCC).

 Ainda segundo a investigação, os celulares das jovens foram confiscados e analisados. Após encontrarem uma fotografia no aparelho de Gabriela fazendo um gesto associado ao PCC, os suspeitos teriam determinado a execução da adolescente. Outros dois envolvidos, conhecidos como “Pintado” e “Piloto”, teriam sido chamados para reforçar a ação criminosa.

 

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Reprodução

 Gabriela foi amordaçada e enforcada com um lençol. Em seguida, os faccionados levaram a vítima desfalecida até um terreno baldio. Porém, lá, perceberam que Gabriela estava viva.

 Eles pegaram uma faca e desferiram vários golpes contra a vítima. Ela teve o rosto desfigurado pelos criminosos.

Operação

 Ao todo, foram expedidas 21 ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão, autorizados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, após manifestação favorável do Ministério Público de Cáceres.

 As ordens judiciais são cumpridas nas cidades de Cáceres, Cuiabá, Rondonópolis e Nova Mutum.

Amanda Kess Aguilhera Pereira está atualmente reclusa na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, de onde, segundo as investigações, continuava exercendo influência sobre a organização criminosa.

As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cáceres, com apoio da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) de Cuiabá.

 Conforme apurado, o grupo possui estrutura hierarquizada, divisão clara de funções e envolvimento de pelo menos 28 integrantes.

 De acordo com a Polícia Civil, a facção investigada atuava no tráfico de drogas, associação criminosa, homicídios qualificados e disputas territoriais com grupo rival.

 As investigações apontam que Amanda, conhecida como “Princesa”, exercia liderança dentro da organização, determinando execuções, aplicando punições internas e distribuindo armas. Mesmo presa, ela continuava ordenando mortes e gerenciando o tráfico em Cáceres, mantendo contato com outros integrantes.

 Os demais investigados atuavam como armeiros, executores de homicídios, responsáveis pela logística de drogas e armamentos, além de envolvidos em roubos de veículos para beneficiar a organização criminosa.

 Segundo o delegado da Draco de Cáceres, Fabrício Alencar, a organização demonstrava alto grau de periculosidade.

 “A estrutura demonstra sofisticação e periculosidade, com utilização de aplicativos de mensagens para coordenar ataques e ordenar execuções”, afirmou.

Coroa Quebrada

 O nome da operação faz referência à liderança exercida por Amanda, conhecida como “Princesa”. A expressão “Coroa Quebrada” simboliza a desarticulação da atuação da investigada e de outros integrantes da facção criminosa.

 Fonte: Gazeta Digital

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