O vereador Cézare Pastorello (PT) divulgou um vídeo explicando que as despesas com o Cáceres Folia 2026 chegaram a cerca de R$ 835 mil no Portal da Transparência, valor bem acima dos R$ 600 mil que vinham sendo mencionados inicialmente.
Na gravação, Pastorello afirma que o montante saiu diretamente de recursos próprios do município, o que na prática significa dinheiro do contribuinte. Ele lembrou que o recurso vem principalmente da arrecadação municipal, como o IPTU, e questionou as prioridades da administração.
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“Antes, o valor da festa era R$ 600 mil. Agora já aumentaram o orçamento para R$ 835 mil. É dinheiro do IPTU, o mesmo dinheiro que muitas vezes escutamos que não tem para outras demandas da cidade”, declarou o vereador.
Na fala, Pastorello também comparou os gastos com dificuldades frequentemente relatadas pela população. Segundo ele, a prefeitura costuma alegar falta de recursos para serviços básicos.
Entre os exemplos citados estão roçagem de bairros, tapa buracos e apoio a iniciativas esportivas e culturais.
A crítica ganhou ainda mais repercussão porque, cerca de dez dias antes da realização do evento, a secretária municipal de Turismo e Cultura, Alessandra Castilho, havia afirmado em entrevista que o Carnaval seria realizado com recursos do Governo do Estado.

Na ocasião, a secretária declarou que o município havia conseguido R$ 600 mil por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico(SEDEC). O valor seria destinado à realização do evento.
“Dessa vez nós conseguimos um recurso via SEDEC que é do Estado, e aí nós conseguimos esse recurso para estar fazendo nosso carnaval. Não é um recurso tão abundante, mas dá para fazer sim. Nós vamos fazer quatro noites e duas matinês”, afirmou Alessandra na entrevista.
Ela também disse que a prefeitura estava em fase de contratação das atrações e que os nomes só seriam divulgados quando os processos fossem finalizados.
Entretanto, documentos obtidos pela reportagem mostraram um cenário diferente. Conforme dados levantados pela redação, todas as despesas do Carnaval acabaram sendo pagas com recursos próprios do município.
Inicialmente, o levantamento indicava cerca de R$ 640 mil gastos no evento. Desse valor, aproximadamente R$ 330 mil foram destinados às atrações artísticas e cerca de R$ 310 mil empenhados para estrutura de palco e montagem da festa.
A proposta de convênio com o Estado, identificada como Proposta de Convênio SEDEC nº 0130/2026, vinculada à Fonte 701, sequer chegou a ser formalizada.
A própria secretária confirmou posteriormente que houve mudança na classificação da fonte de recursos. Segundo ela, o município recebeu uma negativa do governo estadual quando a estrutura do evento já estava praticamente pronta.
“Houve a mudança da classificação de convênio para próprio, porque nós recebemos uma negativa na sexta feira já era 18 horas e o evento já estava pronto, montado”, afirmou.
De acordo com Alessandra, a gestão decidiu manter o Carnaval mesmo sem o recurso estadual para evitar cancelar a programação.
“A prefeita junto com nós ali conversamos e resolvemos manter o evento”, disse.
Agora, com a divulgação de valores que podem chegar a R$ 835 mil em despesas registradas no Portal da Transparência, o debate sobre o custo real do Cáceres Folia voltou ao centro das discussões políticas na cidade.
Enquanto a prefeitura sustenta que a decisão foi necessária para não cancelar o evento já montado, críticos da gestão questionam a diferença entre o valor inicialmente divulgado, a promessa de recurso estadual e o montante final que acabou sendo pago com dinheiro público municipal.
Fonte: Folha5
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