Durante cerimônia oficial nesta sexta-feira (11), em Linhares (ES), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou seu discurso para criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O evento marcou a apresentação de avanços do Novo Acordo Rio Doce, que prevê indenizações a famílias atingidas pelo rompimento da barragem de Mariana (MG), em 2015.
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Vestindo um boné com os dizeres “Brasil é dos brasileiros”, Lula associou Eduardo Bolsonaro à decisão do ex-presidente americano Donald Trump de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. Segundo Lula, houve articulação da família Bolsonaro nos Estados Unidos para influenciar a medida, que gerou forte reação do governo brasileiro.
“Aquela coisa covarde que preparou um golpe neste país, não teve coragem de executá-lo, está sendo processado e mandou o filho dele para os EUA pedir para o Trump fazer ameaça”, declarou Lula, sem mencionar Bolsonaro diretamente pelo nome.
O presidente ainda comentou o processo que corre contra o ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF):

“Que tipo de homem é esse que não enfrenta o processo de cabeça erguida? Bolsonaro vai ser julgado. Se for inocente, será absolvido, como eu; se for culpado, vai à cadeia.”
Vale lembrar que as condenações de Lula foram anuladas pelo STF após o caso conhecido como “Vaza Jato”, que revelou mensagens atribuídas a integrantes da força-tarefa da Lava Jato. Juridicamente, ele não foi absolvido, mas teve os processos anulados por vícios processuais, como a suspeição do ex-juiz Sergio Moro.
Durante o evento, o presidente evitou confrontos diretos com Trump, mas comparou o episódio da invasão do Capitólio, em 2021, com os atos de 8 de janeiro no Brasil:
“Se aquilo tivesse acontecido aqui, o presidente dos EUA estaria preso.”
Indenizações e discurso patriótico
O encontro teve como foco principal o anúncio de R$ 3,7 bilhões em indenizações para 22 mil pescadores e 13,5 mil agricultores familiares do Espírito Santo e de Minas Gerais. Essas famílias foram prejudicadas pela tragédia da Samarco — empresa controlada pela Vale e BHP.
Ministros do governo federal também discursaram e reforçaram críticas à postura de aliados de Bolsonaro diante das tarifas americanas. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou:
“Muitos usaram a bandeira do Brasil nas costas para dizer que eram patriotas. Mas agora, com o ataque dos EUA, vemos quem realmente defende o Brasil e quem não defende.”
O advogado-geral da União, Jorge Messias, reforçou a ideia de que o atual governo atua em defesa da soberania nacional:
“O presidente Lula presta continência a uma única bandeira: a bandeira do Brasil.”
Messias encerrou sua fala cantando um trecho da música “Jesus Cristo”, do cantor capixaba Roberto Carlos, emocionando parte do público presente.
Contexto político
A reação do governo às tarifas dos EUA tem sido usada como argumento para ressaltar o compromisso com a soberania nacional e também para contrastar com ações e posicionamentos anteriores do ex-presidente Bolsonaro, que manteve uma relação próxima com Donald Trump ao longo do seu mandato.
Nos bastidores de Brasília, analistas avaliam que esse tipo de discurso reforça a estratégia do governo Lula de se posicionar como defensor dos interesses nacionais frente a interferências externas e de adversários políticos.
Fonte: Gazeta Digital
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