Cáceres, 7 de setembro de 2026 - 19:02

STF condena cabeleireira que pichou estátua com batom

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 O julgamento ocorre de forma virtual na Primeira Turma do STF, com término previsto para 6 de maio, mas todos os ministros já votaram.

 O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta sexta-feira (25) pela condenação de Débora Rodrigues do Santos, que pichou com batom a estátua próxima ao tribunal nos ataques de 8 de janeiro, a pena de 14 anos de prisão em regime fechado. Votaram nesse sentido o relator do caso, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cármen Lúcia.

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<p> O <strong>ministro Luiz Fux</strong> votou para condenar a cabeleireira a pena de 1 ano e 6 meses. O voto foi a primeira divergência em relação a Moraes, que sugeriu pena de 14 anos para a cabeleireira —símbolo do bolsonarismo na ofensiva pela anistia.</p>
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<p> <strong>Débora</strong> foi transferida para prisão domiciliar em 28 de março. Ela estava detida no Centro de Ressocialização Feminino de Rio Claro, no interior de São Paulo, havia dois anos.</p>
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<p> A flexibilização da prisão foi autorizada por <strong>Moraes</strong> após o ministro negar nove pedidos de liberdade para Débora.</p>
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Débora Santos está presa desde março de 2023.
 

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<p> A medida ocorreu na esteira de intensa mobilização do bolsonarismo, inclusive no Congresso, em torno do caso da acusada. Em manifestação na avenida Paulista, no início do mês, o caso da cabeleireira foi intensamente explorado, e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro levaram batons para protestar.</p>
<p> <strong>Bolsonaro</strong> costuma citar o caso dela com frequência para criticar o que considera abusos do <strong>STF</strong>.</p>
<p> Como já passou dois anos detida, e o período conta para o cumprimento da pena, a cabeleireira pode conseguir a progressão de regime neste ano.</p>
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<p> O julgamento da acusada tinha sido paralisado por Fux em março. Na época, ele criticou em sessão a condução dos casos do 8 de janeiro e disse ver <em><strong>“penas exacerbadas”</strong></em>.</p>
<p> O julgamento ocorre de forma virtual na Primeira Turma do <strong>STF</strong>, com término previsto para 6 de maio. Todos os integrantes do colegiado, no entanto, já se manifestaram.</p>
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<p> <strong>Fux</strong> ficou isolado. Ele foi o único a sugerir a condenação de Débora somente pelo crime de deterioração do patrimônio tombado, excluindo os demais quatro crimes (golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado democrático de Direito, associação criminosa armada e dano qualificado contra o patrimônio público).</p>
<p> <strong>Dino</strong> e <strong>Zanin</strong> concordaram com <strong>Moraes</strong> na condenação de Débora por todos os crimes —o último ministro, porém, sugeriu uma pena menor, de 11 anos de prisão.</p>
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<p> Já havia maioria, portanto, para a condenação da mulher que pichou a estátua, mas o voto decisivo para a dosimetria da pena foi o da ministra <strong>Cármen Lúcia</strong>.</p>
<p><strong> Fonte: ReporterMT</strong></p>
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