As precipitações dos últimos dias, registradas em Cáceres (a 210 km de Cuiabá), ainda não atingiram o nível ideal do Rio Paraguai, em comparação ao mesmo período de anos anteriores.
A diferença no município de Cáceres, chamado de “Cabeceira do Pantanal Matogrossense”, chega, em várias partes da área alagada, com uma redução de até 0,80 centímetros a menos se comparada à mesma ocasião em 2025, por exemplo.
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Conforme dados captados pela Marinha do Brasil, na cidade de Cáceres, nesta época, o rio apresentava 4 metros. Já anteontem (23/02), a Agência Fluvial registrou 3,33 metros.
O período chuvoso no Pantanal, que se divide em duas estações — chamadas de regimes de seca e cheia —, o último se encerra no próximo dia 20 de março, com a entrada do outono, quando as baías e corixos passam pelo fenômeno natural das vazantes, com as águas retornando ao leito do Paraguai, principal formador da planície pantaneira.

Se esse volume de baixas precipitações permanecer nos rios formadores do Pantanal, a previsão para as estações vindouras — parte do outono, inverno e primavera — será de estiagem severa em toda a extensão do Pantanal.
Estudos recentes divulgados pelo Mapbiomas apontaram que, entre todos os biomas do território brasileiro, desde 1985 — portanto há 40 anos — o Pantanal Matogrossense foi o mais afetado pelas alterações climáticas, sobretudo com a elevação da temperatura e redução de áreas até então alagadas.
Em meio às incertezas de chuvas regulares ou não, o governo do estado toca a obra da chamada “Orla de Cáceres”, iniciada no ano passado, cujas partes das fundações e aterros já foram engolidas na poluída Baía de Cáceres. A obra segue a passos lentos, sem previsão de término, com menos de 15% de execução.
O muro de arrimo, em um longo trecho, dependerá de novos aterros e não há, a princípio, um tratamento para os canais de esgoto que descem “in natura” no leito da Baía de Cáceres, apontada como cartão-postal da Princesinha do Paraguai.
Se, de um lado, pecuaristas e agricultores celebram as generosas chuvas de fevereiro, o mesmo não se pode afirmar dos moradores que habitam as áreas periféricas do setor urbano de Cáceres, cujos bairros ainda não foram contemplados com a pavimentação asfáltica.
A prefeita Eliene Dias (PSB) pediu paciência à população, apontando que a gestão vem trabalhando para resolver essas demandas dos moradores, e que é de domínio público no município que, neste período do ano, as demandas crescem de maneira acentuada por conta das chuvas. (João Arruda é jornalista em Cáceres, MT).
Fonte: Portal Mato Grossense
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