Uma médica plantonista da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), de Cáceres, teria sugerido à mãe de uma criança de 5 anos para que ela pesquisasse no Google sobre condições de saúde do filho que se apresentava com 38 graus de febre e começo de pneumonia. O caso denunciado à Ouvidoria da Secretaria de Saúde e ao site Expressão Notícias, ocorreu na segunda-feira 27.
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A médica teria se revoltado com a mãe da criança quando ela relatou que o filho estaria sendo medicado com azitromicina, prednisolona, dipirona, decongex e inalação com ipratropio e que gostaria de solicitar a realização de um exame de Raio X.
“Numa total falta de empatia e profissionalismo ela (médica) disse que eu poderia pesquisar no Google sobre condições de saúde do meu filho”. E, “em tom sarcástico” a médica teria indagado se a mãe da criança queria sentar no lugar dela e ser a médica. Relata ainda a mãe que, em seguida a profissional chamou a segurança para retirá-la a força da sala, sem ao menos, falar com o paciente.

A denunciante disse ainda que, durante o tumulto, uma enfermeira tentou intervir e fechar a porta do consultório. Oportunidade em que outras pessoas que se encontravam na unidade impediram, em defesa da denunciante, temendo que pudesse haver agressão. “Uma mulher que se chama Mariana me contou que não era a primeira vez que essa médica tratava de forma desrespeitosa os pacientes da UPA”.
A mãe da criança lembra ainda que uma funcionária da unidade a teria chamado para uma conversa no consultório da médica. No entanto, ela diz que não foi porque havia suspeita de que “poderia ser uma emboscada para que eles me prendessem no local”. Além dos supostos maus tratos, conforme a denunciante, a médica teria ido ao CISC “para registrar ocorrência contando a versão dela”.
Após o desentendimento a mãe da criança disse que não se sentia confortável em continuar sendo atendida pela médica, momento em que a profissional, disse que eu “deveria bater de sala em sala” para encontrar outro profissional disposto a me atender “numa postura totalmente incompatível com a ética médica e com o acolhimento esperado em uma UPA”.
Em seguida, conforme a denunciante, o menino foi atendido por outra profissional que o tranquilizou diante do ocorrido e prescreveu medicamentos para pneumonia e que o tratamento fosse feito em casa. “Denunciei o mau trato porque fiquei triste e indignada. Nenhum animal deveria ser atendido como eu e meu filho fomos nessa unidade de saúde”. A reportagem do site procurou, mas não localizou na UPA a médica acusada de suposto tratamento desrespeitoso pela mãe da criança.
Providências
Secretário Municipal de Saúde, Cláudio Henrique Donatoni, informou que irá ouvir a denunciante, a médica acusada e os profissionais de saúde, plantonistas do dia. E, que se forem comprovadas as denúncias irá enviar o nome da profissional para a empresa que a contratou para que tome as medidas cabíveis, que podem ser desde advertência até a demissão.
Fonte: Expressão Notícias
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