Ucrânia convoca brasileiros para se alistarem como voluntários na guerra contra a Rússia. Ministério da Defesa amplia campanha de recrutamento internacional.
O Ministério da Defesa da Ucrânia lançou uma campanha para recrutar voluntários sul-americanos, incluindo brasileiros, para integrar seu Exército. A ação ocorre no terceiro ano de guerra contra a Rússia.
Um vídeo divulgado pelo governo ucraniano afirma que o número de voluntários internacionais na guerra contra a Rússia aumentou 2,5 vezes. O material promete apoio completo aos alistados: alimentação, vestuário, proteção, armamento e pagamento mensal.
Durante missões de combate, o salário pode chegar a 4.500 dólares por mês, o que equivale a mais de R$ 25 mil. Além disso, a formação inclui treinamento para operar drones, atuar como médico de combate e manusear armamentos modernos.
“Durante o período de participação em operações de combate, o salário pode chegar aos 4.500 dólares americanos por mês (mais de R$ 25 mil na cotação atual)“, disse o vídeo. “Mas o mais importante é a a formação. Treinamos aqui operadores de drones, médicos de combate e operadores das armas mais avançadas.”

Regras para alistamento e processo seletivo
No site da campanha, o governo da Ucrânia descreve o alistamento como “uma oportunidade única de conseguir uma profissão que trará rendimentos para o resto da sua vida”.
Para participar, é necessário ter entre 18 e 60 anos, estar fisicamente apto, não ter antecedentes criminais nem doenças crônicas. Também é preciso ter entrada legal no país. A Ucrânia não fornece vistos e não cobre despesas de viagem.
O processo de seleção ocorre em etapas. Primeiro, o candidato faz uma inscrição inicial. Depois, os documentos são avaliados. A etapa seguinte inclui entrevistas, que podem ser presenciais ou virtuais, e testes de aptidão física e psicológica.
As posições oferecidas incluem funções em artilharia, operação de tanques e técnico em veículos aéreos não tripulados (UAVs).
Participação brasileira e riscos do conflito
No site oficial, depoimentos de voluntários reforçam o apelo da campanha. Um dos relatos é de “JC”, brasileiro com experiência na guerra do Kosovo, que atua na Ucrânia desde fevereiro de 2023. Ele declarou: “O mais importante é estar preparado” e completou: “Juntos, somos fortes”.
Apesar da visibilidade da iniciativa, ainda é difícil saber quantos brasileiros estão envolvidos no conflito. Segundo o Itamaraty, 12 brasileiros pereceram na guerra entre fevereiro de 2022 e dezembro de 2024.
No início da invasão russa a Ucrânia, mais de 100 brasileiros se apresentaram como voluntários, mas estimativas atuais indicam que somente cerca de 40 continuam ativos em território ucraniano.
Fonte: ClickPetroleoegGas
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