Capitão do acesso à elite do Mato-grossense, volante supera grave lesão no joelho, afirma que pretende encerrar a carreira, mas deixa futuro em aberto
O retorno do Cacerense à Primeira Divisão do Campeonato Mato-grossense teve um protagonista com forte identificação com o clube. Em entrevista exclusiva ao ge, o volante Chicão, natural de Cáceres, falou sobre a conquista do acesso, a possibilidade de aposentadoria e o futuro depois do encerramento da competição.
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Aos 40 anos, o defensor foi o capitão da equipe na campanha que garantiu o retorno do clube pantaneiro à elite estadual após quatro temporadas longe da principal divisão. Revelado pelo próprio Cacerense, Chicão voltou ao clube onde iniciou sua trajetória profissional e ajudou a escrever mais um capítulo na história da equipe.

Nesta edição da Segunda Divisão, o meio-campista disputou seis partidas e exerceu papel de liderança dentro e fora de campo durante toda a campanha.
O acesso teve um significado ainda maior para o jogador. Em julho de 2024, quando defendia o Esportivo-RS, Chicão sofreu uma grave lesão no joelho direito, passou por cirurgia no menisco e no ligamento cruzado anterior (LCA) e ficou afastado dos gramados por cerca de um ano e sete meses.
— Me sinto muito realizado. Passei por uma lesão séria no joelho que me deixou longe dos gramados. Voltar a competir aos 40 anos já é uma grande conquista pessoal. Poder retornar, ajudar o Cacerense e conquistar o acesso tornou esse momento ainda mais inesquecível — afirmou ao ge.

A emoção também esteve presente pelo fato de viver esse momento justamente no clube onde tudo começou.
— É uma felicidade muito grande. Voltar ao clube onde tudo começou e conquistar esse acesso tem um significado especial. Fico muito grato por fazer parte dessa história.
Campanha do acesso
Comandado pelo técnico Bruno Teixeira, o Cacerense avançou à fase decisiva depois de terminar a primeira fase na terceira colocação do Grupo B. Nas quartas de final, eliminou o Sorriso nos pênaltis. Já na semifinal, superou o Uirapuru após perder o jogo de ida por 2 a 1, em Cáceres, e vencer por 2 a 0 na volta, em Campo Verde, resultado que garantiu o retorno à elite estadual.
Na decisão, a equipe acabou superada pelo Sinop e ficou com o vice-campeonato da Segunda Divisão.
A campanha também foi marcada pelo apoio das arquibancadas. O Cacerense registrou a maior média de público da competição, com quase três mil torcedores por partida.

Carreira de títulos e acessos
Revelado pelo Cacerense, Chicão construiu uma longa trajetória no futebol brasileiro. Ao longo da carreira, jogou por clubes como Novo Hamburgo, Mixto, Criciúma, Luverdense, Chapecoense, São Luiz, Juventude, GE Brasil, Barra-SC, Esportivo, Nova Mutum, Guarany de Bagé e Avenida.
Um dos períodos mais marcantes foi no Operário Ferroviário-PR, clube pelo qual disputou mais de 100 partidas. Entre 2015 e 2019, participou de uma sequência histórica de conquistas, incluindo o Campeonato Paranaense de 2015, a Série D do Brasileiro de 2017 e os títulos da Divisão de Acesso do Paranaense e da Série C do Brasileiro em 2018.

A experiência acumulada ao longo de mais de duas décadas no futebol faz com que o atleta enxergue o acesso do Cacerense como apenas o primeiro passo para permanecer na elite estadual.
— Acredito que o caminho é planejamento, organização e continuidade do trabalho. O clube precisa aproveitar esse momento para se fortalecer dentro e fora de campo.
Aposentadoria em aberto
Apesar do acesso, Chicão afirma que o planejamento atual é encerrar a carreira como jogador profissional.
— Neste momento estou encerrando minha carreira como atleta e muito feliz por terminar esse ciclo no Cacerense. Agora quero me preparar para os próximos desafios no futebol, mas ainda estou avaliando os próximos passos.

Segundo o volante, a ideia de pendurar as chuteiras já existia antes mesmo do início da Segunda Divisão Mato-grossense. No entanto, em conversa com o ge, ele admite que pode repensar a decisão.
— Já tinha esse pensamento antes mesmo do início da competição. A competição se encerrou e, até o momento, não houve nenhuma conversa sobre uma possível permanência para o próximo ano. Agora, se surgir, quem sabe eu não reavalio essa aposentadoria? — brincou.
Fonte: GE
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