Cáceres, 23 de maio de 2026 - 15:38

Cáceres atinge marca histórica de um ano sem registrar casos de feminicídio

 Último crime com base no gênero foi registrado em 21 de maio de 2025; Polícia Militar atribui o índice zero à intensificação de visitas e fiscalização de medidas protetivas.

 O município de Cáceres (225 km de Cuiabá) alcançou um marco histórico e expressivo nas políticas de segurança pública e proteção à mulher. A cidade completou, nesta semana, um ano inteiro sem registrar nenhum caso de feminicídio. De acordo com os bancos de dados das forças de segurança, a última ocorrência de assassinato motivado por violência doméstica na região foi contabilizada no dia 21 de maio de 2025.

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 O resultado considerado histórico pelas autoridades locais é atribuído à atuação integrada da rede de proteção e, principalmente, ao trabalho contínuo de fiscalização ostensiva desempenhado pela Patrulha Maria da Penha, vinculada ao 6º Comando Regional da Polícia Militar.

 A principal ferramenta para zerar o índice de feminicídios na faixa de fronteira tem sido o acompanhamento rigoroso das Medidas Protetivas de Urgência (MPU) expedidas pelo Poder Judiciário.

 

 Os policiais militares do grupamento especializado realizam visitas domiciliares periódicas e de surpresa nas residências das vítimas. O objetivo é garantir que os agressores não aproximem-se e que as restrições legais sejam cumpridas, quebrando o ciclo de abusos antes que ele evolua para um crime letal.

 Além do policiamento nas ruas, a estrutura de atendimento ganhou reforço recente com a inauguração da nova Sala da Patrulha Maria da Penha em Cáceres. O espaço foi projetado para oferecer um ambiente reservado, com atendimento humanizado, privacidade e escuta ativa para mulheres que decidiram denunciar seus companheiros ou ex-parceiros.

 A Polícia Militar de Mato Grosso ressaltou que a manutenção do índice zero depende do engajamento de vizinhos, familiares e amigos. A corporação reforça que o combate à violência doméstica é um dever coletivo.

 Caso uma mulher sofra agressões físicas, psicológicas, ameaças ou haja o descumprimento de uma decisão judicial de afastamento, as denúncias devem ser feitas imediatamente por meio dos canais oficiais:

  • 190: Polícia Militar (para situações de emergência e flagrante);
  • 180: Central de Atendimento à Mulher (canal nacional, gratuito e anônimo para orientação e denúncias).

 Fonte: Cáceres Notícias

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