O tráfego intenso de veículos pesados continua a semear caos e prejuízos no perímetro urbano de Cáceres (a 210 Km de Cuiabá). Na manhã de quarta-feira (08), mais um incidente grave expôs a vulnerabilidade dos moradores: uma carreta causou estragos significativos no bairro Maracanãzinho, derrubando fiações e muros, e o condutor fugiu do local.
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O veículo, uma carreta prancha reta com placa QCC3F83, transportando pneus e uma máquina agrícola, adentrou a Avenida do Membeca e, em sua passagem, arrebentou fiações de alta e baixa tensão, derrubando padrões de energia elétrica e parte dos muros de residências. A servidora pública Rosenil Jaivona teve seu poste de ligação à rede elétrica arrancado, interrompendo o fornecimento de luz em sua casa, enquanto uma vizinha não só teve o padrão de energia destruído, mas também parte da frente de seu muro derrubada.
Populares, revoltados com a situação, conseguiram fotografar a placa do veículo, e os moradores lesados informaram que buscarão reparação na Justiça pelos prejuízos.

Cáceres é um ponto estratégico na malha rodoviária nacional, cortada pela BR-070, que conecta o Distrito Federal a Mato Grosso e se estende até a divisa com a Bolívia, e pela BR-174, que liga o estado a Rondônia, Acre, Amazonas e Roraima. Além disso, a MT-343, conhecida como Cáceres/Barra do Bugres, também converge para a cidade. Essa teia rodoviária gera um movimento constante e massivo de carretas, bitrens e rodotrens que, sem um anel viário ou viadutos adequados, são forçados a atravessar o coração da área urbana.
Se para o país e o estado a cidade de Cáceres é vista como uma importante “plataforma” rodoviária e hidroviária, para seus habitantes, essa condição tem um custo alto. Praticamente todas as semanas são registrados acidentes que vão além dos danos materiais. O tráfego pesado já resultou em mortes de pedestres e ciclistas, além de mutilações e amputações, em um trânsito rotineiramente desordenado que afeta a histórica cidade.
Projeto de Anel Viário: uma esperança distante
Há um projeto em tramitação no governo do estado para a construção de um anel viário, uma demanda antiga e sonhada pelos cacerenses. A obra, que interligaria as duas rodovias federais e a MT-343, passaria ao largo do setor urbano, desafogando o tráfego e garantindo maior segurança à população. No entanto, até o fechamento desta reportagem, o projeto não teve sua obra iniciada.
Enquanto a tão esperada solução não sai do papel, os munícipes de Cáceres continuam a testemunhar diariamente cenas como a ocorrida na manhã desta quinta-feira, convivendo com os riscos e prejuízos de uma infraestrutura que não acompanha o seu papel logístico.
Fonte: Portal Mato Grosso
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