Cáceres, 23 de abril de 2026 - 11:58

Saiba quem é “Princesa”, líder de facção em Cáceres que atuava de dentro de presídio em Cuiabá

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 Investigações apontam que, mesmo presa, faccionada continuava coordenado o tráfico e execuções no município e região

 Foi identificada como Amanda Kess Aguilhera Pereira, conhecida como “Princesa”, a mulher apontada como líder de uma facção em Cáceres (a 220 km de Cuiabá), em Mato Grosso, que foi alvo da Operação Coroa Quebrada, deflagrada hoje (7) pela Polícia Civil. A ação tem como objetivo desarticular uma facção envolvida com tráfico de drogas, homicídios e outros crimes na região.

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 De acordo com a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), mesmo presa na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, Amanda continuava exercendo influência dentro da organização criminosa.

 A detenta era responsável por ordenar execuções, determinar punições internas e coordenar o tráfico de drogas em Cáceres, mantendo contato frequente com outros integrantes da facção.

 

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A detenta era responsável por ordenar execuções, determinar punições internas e coordenar o tráfico de drogas em Cáceres, mantendo contato frequente com outros integrantes da facção

 As investigações apontam que o grupo possui estrutura hierarquizada, com divisão clara de tarefas e envolvimento de, pelo menos, 28 pessoas. Entre as funções identificadas estão executores de homicídios, responsáveis pelo fornecimento de armas e pela logística do tráfico, além de integrantes ligados ao roubo de veículos em benefício da organização.

 A operação é conduzida pela Draco de Cáceres, com apoio da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) de Cuiabá, Delegacia Regional de Cáceres, Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis e Delegacia de Polícia de Nova Mutum.

 Ao todo, são cumpridas 21 ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão, nas cidades de Cáceres, Cuiabá, Rondonópolis e Nova Mutum.

 As investigações também apontam que, mesmo detida por homicídio qualificado, a suspeita continuava a decretar execuções contra membros de facção rival e a gerenciar o tráfico, mantendo contato com outros integrantes por meio de aplicativos de mensagens.

 “A estrutura demonstra sofisticação e periculosidade, com utilização de aplicativos para coordenar ataques e ordenar execuções”, afirmou o delegado da Draco de Cáceres, Fabrício Alencar.

 O nome “Coroa Quebrada” faz referência à líder, conhecida como “Princesa”, indicando a desarticulação de sua atuação dentro da organização criminosa.

 A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas no estado.

 Fonte: ReporterMT

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