Cáceres, 23 de abril de 2026 - 11:58

Polícia prende 4 faccionados liderado por mulher em Cáceres

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 A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), a Operação Coroa Quebrada, com o objetivo de cumprir 21 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa investigada por tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídios qualificados e disputa territorial com grupo rival, em Cáceres e região. Um dos alvos é a líder do bando, que está presa e é conhecida como “Princesa”.

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 Ao todo, foram expedidos quatro mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, após parecer favorável do Ministério Público de Cáceres.

 As ordens judiciais são cumpridas nos municípios de Cáceres, Cuiabá, Rondonópolis e Nova Mutum. Entre os alvos está a “Princesa”, apontada como líder da organização criminosa na região, que atualmente se encontra presa na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

 

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Reprodução

 As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cáceres, com apoio da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) de Cuiabá. Conforme apurado, a facção possui estrutura hierarquizada, divisão de funções e envolvimento de pelo menos 28 integrantes.

 A operação conta ainda com o apoio de equipes da Delegacia Regional de Cáceres, Denarc de Cuiabá, Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis e Delegacia de Polícia de Nova Mutum.

Atuação da facção

 De acordo com a Polícia Civil, o grupo atuava principalmente no tráfico ilícito de drogas, associação criminosa, homicídios qualificados e na disputa por território com uma facção rival.

 Durante as investigações, foi identificado que a liderança era exercida por uma mulher, responsável por determinar execuções, aplicar punições internas e distribuir armamentos. Mesmo presa anteriormente por homicídio qualificado, ela continuava comandando as ações criminosas, decretando mortes de rivais e gerenciando o tráfico em Cáceres, mantendo contato constante com integrantes da organização.

 Os demais investigados atuavam como armeiros, responsáveis por fornecer armas e munições; executores de homicídios sob ordens da liderança; responsáveis pela logística de drogas e armamentos; além de envolvidos no roubo de veículos para beneficiar a facção.

 Segundo o delegado da Draco de Cáceres, Fabrício Alencar, a organização demonstrava alto grau de periculosidade e organização.

 “A estrutura demonstra sofisticação e periculosidade, com utilização de aplicativos de mensagens para coordenar ataques e ordenar execuções”, afirmou o delegado.

Coroa Quebrada

 O nome da operação faz referência à líder da facção, conhecida como “Princesa”. A expressão “Coroa Quebrada” simboliza a desarticulação da atuação da investigada com a ação policial.

 Fonte: Gazeta Digital

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