A Ferrovia Senador Vicente Emilio Vuolo está em construção em Mato Grosso pela Rumo Logística, e o estudo feito pela comissão UFMT identificou a viabilidade que traçado que vai chegar a Cuiabá, ligue a capital a Cáceres e depois ao Oceano Pacífico.
A comissão intitulada Pró-ferrovia Senador Vicente Vuolo, elaborou um estudo preliminar de viabilidade técnico e financeiro da implantação de um ramo da Ferrovia Estadual Senador Vicente Vuolo chegar até Cáceres (MT), Bolívia e seguir para o Oceano Pacífico.
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A comissão é formada por, pelo menos, 20 profissionais entre engenheiros civis, ambientais, de ferrovias, geólogos, geógrafos, economistas e da área do direito.
Segundo o professor do curso de Engenharia Civil da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e presidente da comissão, Alex Neves, que elaborou o estudo, o próximo passo é conseguir recursos para a universidade elaborar o projeto executivo.
“A Comissão está capitalizando recursos para elaboração do projeto Cuiabá – Cáceres. É o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA)”, afirmou ele ao Primeira Página.
Ainda conforme o presidente da comissão, os desafios técnicos, ambientais e financeiros existem para qualquer grande projeto, mas a universidade já realizou o estudo preliminar, que é o primeiro passo para a criação do projeto executivo, o EVTEA.
“O estudo mostra apenas a Serra das Araras como principal obstáculo a exemplo da Serra de São Vicente. Mas nada que a tecnologia de hoje possa deixar de fazer”, garantiu.
Negociações
Para a construção desse megaprojeto seria necessário a articulação com órgãos municipais, estaduais, nacionais e internacionais. Segundo Alex Neves, as negociações estão em andamento e boas, o que pode ser um cenário fundamental para a continuidade do projeto.

Benefícios
A ligação da ferrovia de Cuiabá até Cáceres, que faz fronteira com a Bolívia, deve trazer diversos benefícios, conforme o estudo preliminar. Além disso, os trens não serão exclusivos para o transporte de cargas, mas também de passageiros, o que deve aumentar a economia das regiões onde o traçado da ferrovia irá passar.
“A população terá trens de passageiros entre Cuiabá e Cáceres, além de outros benefícios, como emprego, aumento da arrecadação dos municípios, fomento do turismo (Pantanal) e comércio, a exemplo da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres”, destacou.
Ainda conforme a comissão, a Rumo Logística seria a responsável pelo transporte de cargas, enquanto a Viva Express comandaria a locomoção de pessoas nos trens, como ocorre em Curitiba (PR).
O que diz a construtora?
O Primeira Página procurou a Rumo Logística, empresa responsável pela construção da ferrovia em Mato Grosso para o transporte de cargas e, segundo a assessoria de imprensa, a empresa está dando andamento ao projeto da ferrovia, que tem mais de 100 km de trilhos prontos, dos 162km que fazem parte da primeira fase das obras.
Ainda este ano, no segundo semestre, será inaugurado o terminal de cargas em Dom Aquino, na BR 070, entre Campo Verde (MT) e Primavera do Leste (MT).
No entanto, a empresa não informou se foi comunicada sobre o estudo desenvolvido pela comissão da UFMT e se existe a possibilidade da concretização do projeto recém-elaborado.

Sobre a ferrovia Senador Vicente Vuolo
Iniciada em novembro de 2022, a construção da Ferrovia senador Vicente Vuolo representa um dos maiores empreendimentos logísticos em andamento no país.
A ferrovia é executada por fases e a Rumo projeta que até o segundo semestre de 2026 o primeiro trecho de 162 km, que vai de Rondonópolis até o terminal em construção em Dom Aquino, esteja concluído. O investimento nessa primeira etapa deve chegar em R$ 5 bilhões, conforme a empresa.
Serão implantados dois trechos ferroviários: um ligando Rondonópolis a Cuiabá e outro conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde. Ambas rotas partem de Rondonópolis. No total, a linha férrea passará por 16 municípios. A infraestrutura, de alta complexidade, inclui a implantação de 22 pontes, 21 viadutos, dois quilômetros de túneis e 11,5 quilômetros de pontes ferroviárias.

A Ferrovia de Mato Grosso é transformacional para o agronegócio do Brasil e do estado de Mato Grosso. É um marco histórico por ser primeira ferrovia em modelo de autorização, concedida pelo governo de MT. Além disso, é o maior projeto ferroviário em execução no país, com cerca de 740 km de trilhos e passagem por 16 municípios mato-grossenses.
Fonte: Primeira Página
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