Cáceres, 7 de março de 2026 - 15:57

Pescador registra peixes mortos após fenômeno da decoada no Rio Paraguai em Cáceres

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 Nas últimas 72 horas, cardumes de diversas espécies morreram no Rio Paraguai e em seus afluentes no município de Cáceres, a 210 quilômetros de Cuiabá. Moradores registraram os peixes mortos flutuando nas águas e divulgaram as imagens nas redes sociais. As cenas rapidamente geraram preocupação entre pescadores, ambientalistas e a população local.

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 O fenômeno ocorre devido à chamada decoada — ou dequada, como muitos moradores da região chamam. Esse processo natural costuma ocorrer durante o período de cheias no Pantanal. Desta vez, porém, a intensidade do fenômeno chamou atenção e provocou uma mortandade considerada acima do normal.

 Pescadores que atuam na região afirmam que encontraram diversas espécies mortas ao longo do rio, o que aumenta a preocupação com os impactos ambientais e econômicos.

 

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Entenda como a decoada acontece no Pantanal

 A decoada ocorre quando o nível dos rios sobe rapidamente e a água invade áreas de vegetação nas margens e nas planícies alagáveis. Esse avanço arrasta grandes quantidades de matéria orgânica, como galhos, folhas e restos de madeira.

 Dentro da água, microrganismos iniciam o processo de decomposição desse material. Durante esse processo, esses organismos consomem grande parte do oxigênio dissolvido na água.

 Com menos oxigênio disponível, os peixes enfrentam dificuldade para respirar e acabam morrendo.

Chuvas intensas elevaram rapidamente o nível do Rio Paraguai

 As condições climáticas recentes contribuíram diretamente para o fenômeno.

 Entre dezembro e meados de fevereiro, o Rio Paraguai manteve nível abaixo de três metros, índice considerado relativamente baixo para o período. No entanto, chuvas intensas registradas na segunda quinzena de fevereiro elevaram rapidamente o volume de água do rio.

 Com o aumento do nível, o rio avançou sobre áreas de mata ciliar e planícies inundáveis. Esse movimento carregou grande quantidade de matéria orgânica acumulada nas margens para dentro do rio, acelerando o processo de decomposição e reduzindo ainda mais a oxigenação da água.

 Fonte: PerrengueMatoGrosso

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