Cáceres, 7 de março de 2026 - 04:15

Rio Paraguai registra nível abaixo do esperado e acende alerta para estiagem no Pantanal

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 As precipitações dos últimos dias, registradas em Cáceres (a 210 km de Cuiabá), ainda não atingiram o nível ideal do Rio Paraguai, em comparação ao mesmo período de anos anteriores.

 A diferença no município de Cáceres, chamado de “Cabeceira do Pantanal Matogrossense”, chega, em várias partes da área alagada, com uma redução de até 0,80 centímetros a menos se comparada à mesma ocasião em 2025, por exemplo.

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 Conforme dados captados pela Marinha do Brasil, na cidade de Cáceres, nesta época, o rio apresentava 4 metros. Já anteontem (23/02), a Agência Fluvial registrou 3,33 metros.

 O período chuvoso no Pantanal, que se divide em duas estações — chamadas de regimes de seca e cheia —, o último se encerra no próximo dia 20 de março, com a entrada do outono, quando as baías e corixos passam pelo fenômeno natural das vazantes, com as águas retornando ao leito do Paraguai, principal formador da planície pantaneira.

 

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 Se esse volume de baixas precipitações permanecer nos rios formadores do Pantanal, a previsão para as estações vindouras — parte do outono, inverno e primavera — será de estiagem severa em toda a extensão do Pantanal.

 Estudos recentes divulgados pelo Mapbiomas apontaram que, entre todos os biomas do território brasileiro, desde 1985 — portanto há 40 anos — o Pantanal Matogrossense foi o mais afetado pelas alterações climáticas, sobretudo com a elevação da temperatura e redução de áreas até então alagadas.

 Em meio às incertezas de chuvas regulares ou não, o governo do estado toca a obra da chamada “Orla de Cáceres”, iniciada no ano passado, cujas partes das fundações e aterros já foram engolidas na poluída Baía de Cáceres. A obra segue a passos lentos, sem previsão de término, com menos de 15% de execução.

 O muro de arrimo, em um longo trecho, dependerá de novos aterros e não há, a princípio, um tratamento para os canais de esgoto que descem “in natura” no leito da Baía de Cáceres, apontada como cartão-postal da Princesinha do Paraguai.

 Se, de um lado, pecuaristas e agricultores celebram as generosas chuvas de fevereiro, o mesmo não se pode afirmar dos moradores que habitam as áreas periféricas do setor urbano de Cáceres, cujos bairros ainda não foram contemplados com a pavimentação asfáltica.

 A prefeita Eliene Dias (PSB) pediu paciência à população, apontando que a gestão vem trabalhando para resolver essas demandas dos moradores, e que é de domínio público no município que, neste período do ano, as demandas crescem de maneira acentuada por conta das chuvas. (João Arruda é jornalista em Cáceres, MT).

 Fonte: Portal Mato Grossense

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