Cáceres, 26 de fevereiro de 2025 - 15:22

Processos por erro médico crescem 512% em Mato Grosso

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 Número de processos judiciais por erro médico em sistemas públicos e particulares de saúde aumentou 512% em Mato Grosso. Os dados são do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e se referem a 2023 e 2024, período que o Estado registrou 236 e 1.446 ações sobre o tema, respectivamente. No ano passado, o Estado teve uma média de quatro ações registradas ao dia.

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 Os processos são relacionados a danos morais ou materiais, termos que passaram a ser usados pelo sistema judiciário em problemas decorrentes da prestação de serviços de saúde. O país registrou 12.268 novas ações em 2023 e 74.358 em 2024.

 

 Dentre as especialidades médicas mais expostas ao risco de processo de indenização destacam-se a ginecologia e obstetrícia, cirurgia plástica, ortopedia, medicina de emergência e cirurgia geral. O erro médico está tipificado no artigo 1º do Código de Ética Médica, que diz: é vedado ao médico causar dano ao paciente, por ação ou omissão, caracterizável como imperícia, imprudência ou negligência.

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Reprodução

 As ações judiciais por erro médico podem buscar indenizações por danos morais, ressarcimento de valores gastos com o procedimento, dano estético, indenização pelos gastos do paciente e pensão por morte. Em muitos casos, é necessário realizar uma perícia para determinar se o dano foi causado pela atitude do profissional. Além das ações judiciais, os erros médicos também podem gerar consequências ético-profissionais para os profissionais envolvidos. O Conselho Federal de Medicina (CFM) é o órgão responsável por regulamentar o exercício da medicina no Brasil e pode aplicar sanções disciplinares aos médicos que cometem infrações éticas.

Dados

 

 A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que um a cada 10 pacientes sofra danos em cuidados de saúde e 3 milhões de pessoas morram anualmente devido a cuidados inseguros. Entre fatores, estão erros de medicamentos, cirúrgicos e de diagnóstico, além de infecções associadas a cuidados de saúde e outros. Mais de 50% dos danos são evitáveis e metade é atribuída aos medicamentos.

Outro lado

 O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso foi procurado, mas não se manifestou sobre o assunto até o fechamento desta edição.

 Fonte: Gazeta Digital

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