Cáceres, 7 de março de 2026 - 20:02

Ministro Zanin determinou operação contra desembargadores do TJMT

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 A polícia faz buscas nas casas e nos gabinetes dos desembargadores João Ferreira Filho e Sebastião de Moraes Filho.

 A operação Sisamnes da Polícia Federal, que cumpre mandados contra os dois desembargadores afastados do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), João Ferreira Filho e Sebastião de Moraes Filho, partiu do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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 A polícia faz buscas nas casas e nos gabinetes dos desembargadores João Ferreira Filho e Sebastião de Moraes Filho.

 As investigações apontam para um suposto esquema de venda de decisões judiciais, envolvendo advogados, lobistas, empresários, assessores, chefes de gabinete e magistrados. O caso, que inicialmente tramita em segredo de justiça, chegou ao STF porque as apurações preliminares mencionam ministros do STJ, que têm direito a foro especial.

 De acordo com as apurações, os investigados solicitavam valores para beneficiar partes em processos judiciais, por meio de decisões favoráveis aos seus interesses.

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Também são investigadas negociações relacionadas ao vazamento de informações sigilosas, incluindo detalhes de operações policiais.

 Outro local que também está sendo alvo da PF é o escritório do advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023.

Afastamento

 João Ferreira e Sebastião foram afastados em agosto deste ano. A decisão, que partiu do corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão, determinou a instauração de reclamações disciplinares contra os dois magistrados, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados e de servidores do TJMT, referente aos últimos cinco anos.

 Conforme as informações divulgadas, foram identificados indícios de que os dois desembargadores mantinham uma amizade íntima com o advogado Roberto Zampieri e que receberiam dele vantagens financeiras indevidas e presentes de elevado valor para julgar recursos que atendessem aos interesses dele.

 O corregedor nacional apontou também que “em paralelo com a incomum proximidade entre os magistrados e o falecido Roberto Zampieri”, os autos sugerem “efetivamente, a existência de um esquema organizado de venda de decisões judiciais, seja em processos formalmente patrocinados por Zampieri, seja em processos em que o referido causídico não atuou com instrumento constituído, mas apenas como uma espécie de lobista no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso”.

 Fonte: ReporterMT

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